Quase absurdo

O professor chamou a aluna, Ana, à frente e pediu que ela fizesse a ponta de um lápis que colocou em suas mãos. Ela respondeu que não tinha apontador e perguntou pra sala toda se alguém, por acaso, tinha um apontador para que ela pudesse fazer o favor que o professor havia pedido. Ninguém tinha. Não? Apontador, não? E uma faca? Um estilete? Uma boca disposta a gastar um pouco seus dentes? Nada?

Nada.

O professor expulsou ela da escola e todo mundo ficou feliz porque Ana era chata pra cacete e nunca dividia o bolo de chocolate que costumava levar para comer no recreio.

(Nota: Troquem a escola pela vida, Ana por um criminoso, o professor pelo Estado, a ponta do lápis pelo aperfeiçoamento moral do indivíduo, o apontador pela educação e a expulsão pela pena de morte. E lembrem-se: no Brasil não tem nem boca disposta a gastar os dentes, que dirá escola pra Ana, coitada…)

3 Responses to “Quase absurdo”

  1. Tiago Says:

    Bah Netão, forçada essa hein??

    =P

  2. Filipe caBrito Says:

    voce é chato pra cacete tiop nem é tiop é sim cara chato pra cacete valeo participaçao car abraços

  3. théo Says:

    Porra, o texto foi engraçado e a nota foi emocionante. Só ficaria melhor se ao invés de Ana fosse Neto ok.

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