Madrugada
Não gosto de festas que varam a madrugada porque ela, a madrugada, não é uma hora para ouvir coisas escolhidas arbitrariamente e muito menos coisas escolhidas arbitrariamente por um DJ estúpido qualquer.
Deve-se ter um pouco de classe para atravessar as madrugadas de maneira digna - digo, musicalmente digna. É uma hora de sublimação espiritual, de gozar de todos os prazeres da vida, ou fingir que os goza. Fingir, por exemplo que o refrigerante Dolly é vinho e as bolachas de chocolate são escargot. Tá bom, requer uma certa ginástica mental, principalmente quando nunca se experimentou vinho, ou escargot, mas há certos elementos que ajudam. E é aí que entra a música.
Beethoven, Mozart, bom, música clássica em geral. Jazz, pós rock, música ambiente. Sei lá, são tantas opções climatolologicamente testadas para transformar o pão com manteiga no último foie grass do universo, que é difícil imaginar por que uma droga de contato do meu msn está ouvindo My Humps como se não houvesse amanhã. Filisteus de merda, estragando nossas (minhas) madrugadas.
Tags: Música
January 21st, 2008 at 7:07 pm
Sabe, esse negócio de música de madrugada eu até engulo. O que realmente torra a paciência e me faz repensar se eu que sou muito chato e ranzinza ou se as pessoas é que são idiotas demais, é quando passa uma saveiro rebaixada tocando funk e/ou músicas eletrônicas no úlitmo volume.