Um pouco sobre a cultura do Acre

Turunduccos Estolnius, conhecido popularmente como Turundú ou Turungudú é um peixe comumente encontrado em rios e lagos do Acre. Pertence ao gênero Buffus, que possui como característica principal o fato do ósculo verborrágico bilateral ficar comumente no segundo esquálico da nadadeira esquerda.

Os turungudús são comumente conhecidos pelos gritinhos que dão quando algum barqueiro passa por cima de suas nadadeiras. O som se assemelha a um “não pisa no meu calo, porra” dito por um homem gordo e grosso, seguido por um forte som que se assemelha a uma flatulência.

Algumas vezes pode-se ver turungudús discutindo a validade ou não dos escritos de Nietzsche depois de ter sido acometido pela doença e pelo egocentrismo. No entanto é comum que no meio dessas discussões um dos turundús - provavelmente exaltado pelas refutações daqueles que se opõem a seus argumentos sobre a falácia da pós-modernidade e da descristianização do mundo - comece a gritar “Birmânia” intermitentemente, o que torna o restante da discussão impraticável.

Pesquisadores da UFRJ que cairam acidentalmente no Acre durante uma viagem de avião, encontraram vestígios de turungudús notáveis para a história do estado, inclusive um turundú que se tornou governador do estado durante os “anos de chumbo” e que foi o principal responsável pela criação da pré-turungundú-escola que possibilitou a ascensão de muitos destes animais no estado do Acre.

Estima-se hoje que, para cada um terço de cidadão acreano rico (0,689%), existam dez turungudús multimilionários responsáveis pelo ramo da pescaria de Baleias-bêbadas (Balaenoptera Bebatta) - inimigas e predadoras naturais de turundús.

Os turundús certamente são uma forte ameaça para os brasileiros de inteligência mediana que desejam ingressar no mercado de trabalho. Devido a sua imensa habilidade de adaptação nos mais inóspitos e exóticos ambientes (escolas públicas, palácio do planalto e inclusive ambientes fictícios, como o próprio Acre), eles tendem a ser mais e mais procurados para ocupar diversas profissões, o que tem fomentado possibilidades de “cotas para humanos” para os próximos anos.

turundu

Desenho artístico de um Turundú notável enquanto fuma charutos cubanos e discute Hegel.

Tags: , , ,

2 Responses to “Um pouco sobre a cultura do Acre”

  1. karita Says:

    caracaaaaaaaaaa meeeu que texto mais hilário!!! adorei! muito criativo…
    eu sou de São Paulo, e um dia citei num daqueles almoços em família que tinha decido prestar a Universidade Federal do Acre, e todo mundo quase surtou e eu fingi estar muito decida e determinada… foi cômico!
    As pessoas têm muito preconceito com o Acre… mas como não ter preconceito? ninguém nunca nem ouviu falar de alguma comida típica do Acre, um ponto turístico, ou a previsão do tempo muito menos um repórter falando ao vivo de lá! não é verdade?
    Mas enfim… adorei saber sobre a cultura do Acre… continue postando! continuarei leendo! ^^
    teH mais!

    Karen…

  2. Eliana Says:

    Eu achei o texto criativo, mais me parece que o autor é desprovido de qualquer informação historica sobre o Acre, basta apenas saber que o Acre é um Estado brasileiro que gosta de futebol, carnaval… como todo bom brasileiro e sua população frequenta escolas e universidades, discute politica e rala muito pra viver com dignidade. Aqui no Acre conseguimos estabelecer uma relação economica de desenvolvimento sustentável e aidna conseguimos sair nas ruas sem ter que encomendar a alma a Deus como boa parte do restante do Brasil desenvolvido faz rotineiramente. Ah e aqui boa parte da população desenvolve o abito da leitura, principalmente histórica não nos informamos sobre o processo de formação histórica do nosso pais pela televisão. Tenha Santa Paciência!!

Leave a Reply