Aforismos demasiadamente filosóficos a respeito de alguma situação demasiadamente banal
Capítulo I: Aniversários
Boate em aniversário de criança (leia-se, menores de quinze anos) devia ser uma coisa proibida. É um pulta gasto de dinheiro, no mínimo. Pior ainda quando o DJ a-cé-fa-lo coloca funk carioca para tocar. Credo. É a prova da destruição completa da moralidade. Ou do senso de ridículo dos pais.
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É impressão minha, ou aquela florzinha que eles colocam nos docinhos é uma espécie de piadinha de festa anti-forasteiros? Exemplo, supondo que um indivíduo nunca tenha visto a frôr sobre a qual eu falo, ele pega, enfia o doce todo na boca, engasga com o enfeite e fica se debatendo no chão, emitindo aqueles ruídos desengasgantes. Eu imagino que haja alguma espécie de ritual pro caso de ocorrer uma situação dessas. Os convidados fazem um círculo em torno do pagão epiléptico e começam a cantar alguma música da Xuxa de trás pra frente ou jogam o bolo na cara do sujeito, dá no mesmo.
Eu hein.
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A pior coisa do mundo deve ser fazer aniversário no Natal. Um, porque ninguém vai se dar o trabalho de comprar dois presentes pra você. Dois, porque você pode ter certeza que toda a sua família, incluindo aquela sua tia chata que mora no Acre - se é que o Acre existe -, vai aparecer. Ou seja, prepare-se, porque ela pode até comprar um presente só (dois, só se for um par de meias mesmo), mas ela vai lhe deixar duplamente constrangido. Esse é o castigo por ter tido a ousadia de nascer no mesmo dia de Jesus! Toma!