O declínio do Império Romano
Friday, February 22nd, 2008
…Eles não conseguiram segurar o Tchan.

…Eles não conseguiram segurar o Tchan.

E o sociólogo formado pela USP, vendo todos os brasileiros se esforçando para manter a identidade cultural, exclamou, num misto de admiração e orgulho: “Como é bonito ver todo mundo dentro da mesma lata de sardinha!”
Minha mensagem ao senhor Aldo Rabelo é reprodução (com algumas adaptações) de uma linda homenagem feita por um guarda francês ao magnânimo rei Arthur, que às portas do maravilhoso castelo no qual era mantido o santo Graal, surpreendeu-se com a engenhosidade do referido francês diante de tão belo discurso:
You don’t frighten us, pig-dogs! Go and boil your bottom, sons of a silly person. I blow my nose at you, so-called Lula King, you and all your silly portuguese k-nnnnniggets. I don’t wanna talk to you no more, you empty headed animal food trough wiper! I fart in your general direction! Your mother was a hamster and your father smelt of elderberries!
Pena que ele, o Rabelo, não entende inglês. Pena.
Na Inglaterra do século XVIII, o território só podia dar sustento a seis milhões de pessoas, num baixíssimo padrão de vida. Hoje, mais de cinqüenta milhões de pessoas aí desfrutam de um padrão de vida que chega a ser superior ao que desfrutavam os ricos no século XVIII. E o padrão de vida na Inglaterra de hoje seria provavelmente mais alto ainda, não tivessem os ingleses dissipado boa parte de sua energia no que, sob diversos pontos de vista, não foram mais que “aventuras” políticas e militares evitáveis. Estes são os fatos acerca do capitalismo. Assim, se um inglês - ou, no tocante a esta questão, qualquer homem de qualquer pais do mundo - afirmar hoje aos amigos ser contrário ao capitalismo, há uma esplêndida contestação a lhe fazer: “Sabe que a população deste planeta é hoje dez vezes maior que nos períodos precedentes ao capitalismo? Sabe que todos os homens usufruem hoje um padrão de vida mais elevado que o de seus ancestrais antes do advento do capitalismo? E como você pode ter certeza de que, se não fosse o capitalismo, você estaria integrando a décima parte da população sobrevivente? Sua mera existência é uma prova do êxito do capitalismo, seja qual for o valor que você atribua à própria vida.”Não obstante todos os seus benefícios, o capitalismo foi furiosamente atacado e criticado. É preciso compreender a origem dessa aversão. É fato que o ódio ao capitalismo nasceu não entre o povo, não entre os próprios trabalhadores, mas em meio à aristocracia fundiária - a pequena nobreza da Inglaterra e da Europa continental. Culpavam o capitalismo por algo que não lhes era muito agradável: no início do século XIX, os salários mais altos pagos pelas indústrias aos seus trabalhadores forçaram a aristocracia agrária a pagar salários igualmente altos aos seus trabalhadores agrícolas. A aristocracia atacava a indústria criticando o padrão de vida das massas trabalhadoras. Obviamente, do nosso ponto de vista, o padrão de vida dos trabalhadores era extremamente baixo. Mas, se as condições de vida nos primórdios do capitalismo eram absolutamente escandalosas, não era porque as recém-criadas indústrias capitalistas estivessem prejudicando os trabalhadores: as pessoas contratadas pelas fábricas já subsistiam antes em condições praticamente subumanas.A velha história, repetida centenas de vezes, de que as fábricas empregavam mulheres e crianças que, antes de trabalharem nessas fábricas, viviam em condições satisfatórias, é um dos maiores embustes da história. As mães que trabalhavam nas fábricas não tinham o que cozinhar: não abandonavam seus lares e suas cozinhas para se dirigir às fábricas - corriam a elas porque não tinham cozinhas e, ainda que as tivessem, não tinham comida para nelas cozinharem. E as crianças não provinham de um ambiente confortável: estavam famintas, estavam morrendo. E todo o tão falado e indescritível horror do capitalismo primitivo pode ser refutado por uma única estatística: precisamente esses anos de expansão do capitalismo na Inglaterra, no chamado período da evolução Industrial inglesa, entre 1760 e 1830, a população do país dobrou, o que significa que centenas de milhares de crianças - que em outros tempos teriam morrido - sobreviveram e cresceram, tornando-se homens e mulheres.
Ludwig von Mises em As Seis Lições, que pode ser baixado na maravilhosa biblioteca do saite Ordem Livre.
Os individualistas sempre foram acusados por seus inimigos de serem “atomistas” – de postularem que cada indivíduo vive numa espécie de vácuo, pensando e escolhendo sem relação com mais ninguém na sociedade. Este, porém, é um argumento-espantalho que revela certo autoritarismo; poucos individualistas foram “atomistas” – talvez nenhum tenha sido. Pelo contrário, é evidente que os indivíduos sempre aprendem uns com os outros, cooperam e interagem entre si, e que isto também é necessário para a sobrevivência humana. Mas o ponto é que cada indivíduo é quem faz a escolha final de quais influências adotar e quais rejeitar, ou quais adotar primeiro e quais posteriormente. O libertário aprova o processo de trocas voluntárias e cooperação entre os indivíduos livres; o que ele abomina é o uso de violência para interferir nessa cooperação voluntária e para forçar alguém a escolher e a agir de maneira diferente da ditada por sua própria mente.
Leiam este texto todo, todo, todo - pelo amor de Deus, eu estou implorando aqui - e entendam por que eu sou de direita, libertário e individualista.