Archive for the ‘Música’ Category

A promessa

Saturday, January 13th, 2007

Kevin Shields finalmente fala sobre um provável novo álbum do My Bloody Valentine:

“…I’m quite optimistic about the future, even though experience has taught me that I’m probably just delusional. I do feel that I will make another great record. We are 100 percent going to make another My Bloody Valentine record unless we die or something. (…) How long will that take to transpire into an actual physical record? I don’t know…”

Kevin Shields, escreveu aqui, no dia 4 de Janeiro.

Vamovê e vamo torcer pra que esse terceiro álbum seja tão bom e não seja tão adiado quanto o último, o clássico Loveless.

Link: Site do MBV.

Sofrimento artístico

Friday, January 12th, 2007

“Eu lembro de uma capa em que meu tio, o Caetano, apareceu pelado com minha tia fulana, as pessoas não se importavam com isso! Lembro que teve outra capa de disco também, uma do Tom Zé em que… hmm… deu o que falar, mas eu achava que o brasileiro ia ser mais mente-aberta e que não iria se importar com a quebra dos padrões de beleza impostos pela mídia. O que é novo sempre choca.”

Tentativa de reprodução da fala de Preta Gil, tentando se defender do “pecado” que cometeu ao ter aparecido nua na capa do primeiro disco dela.

Nada demais nessa fala? Há! Leia de novo. Repare no jeito que ela desviou ao falar da capa do LP Todos os Olhos, do Tom Zé. (clique pra ver)

A capa deu o que falar porque todo mundo diz que aquilo é a fotografia de um ânus, cara. Um CU com uma bolinha de gude dentro.

Aposto que Preta Gil não iria fazer tal sacrifício pela arte. (Se é que aquele disco dela é arte.)

Uma hora eu ia ter que parar aqui pra cuspir

Saturday, December 16th, 2006

TÔ VIVO.

E esses dias eu achei uma banda fabulosa, não consigo parar de ouvir. O nome da banda é Lion Heart, eles tocam Hard Rock, um dos estilos que agora estão entre meus favoritos graças à pérola rockeira “Teu Olhar”:

HAHASÇAFLJK tem uma entrevista com eles também.

Categorias: MEDO.

Broken Social Scene

Monday, December 11th, 2006

Broken Social Scene é um conjunto canadense que faz músicas no limite entre a confusão e a beleza. Nesse CD -que foi lançado em 2005 e leva o mesmo nome da banda apesar do debut deles ter saído em 2001- os (nada mais que onze) integrantes da banda mostram o quão loucos podem ser. Na primeira ouvida é impossível não pensar na falta de sensatez dos artistas, porque as músicas não possuem nenhuma semelhança com qualquer coisa que toque hoje (e duvido que tenha com algo de qualquer outra época).

Como são onze pessoas fazendo barulho por todos os lados, até quando eles não querem, as músicas tem um certo tom ambiente, uma espécie de “parede de som” que beira o barulho é formada diversas vezes (como em Superconected e na parte em que se forma um dueto de baterias, em Fire Eye’d Boy.), mas também existem os momentos tênues e bonitos (7/4 Shoreline e Major Label Debut são exemplos disso.). Ou seja, o disco Broken Social Scene é uma espécie de improviso total, uma brincadeira entre (vários) artistas que dá muito certo por ser completamente inusitado e inclassificável.

Vídeos

Fire Eye’d Boy

7/4 Shoreline

Ahá! Duas vezes?

Saturday, November 11th, 2006

Essas duas músicas: Mombojó - O Mais vendido (faixa 1 do CD Homem Espuma) e Godspeed You! Black Emperror - 3rd Part (aos 10:42, faixa 1 do Live at All Tomorrows Parties) possuem artistas tossindo. Repare que as gafes são todas na primeira faixa. Seria alguma ligação cósmica?

Provavelmente sim, de acordo com Paulo Coelho.

Your Ex-Lover Is Dead

Wednesday, November 8th, 2006

Oe oe oe eu sou mais índio que você

Tuesday, October 17th, 2006

Eu já disse uma vez que só é emo quem ouve música emo. Afinal de contas, uma pessoa que usa gravatinha pode ser apenas uma fã de Rebeldes (desconsidere o detalhe de que as fãs de rebelde são todas emos). Mas com o indie, as coisas mudam um pouco de figura e proporção.

Eu disse um pouco? Bah, eu sempre faço isso. Eu queria dizer que as coisas mudam COMPLETAMENTE.

Indie nem é só um estilo musical, pra começo de conversa. Indie é mais uma cultura, e não estou sendo pretensioso em falar isso. Quem disse foi a mamãe wikipédia:

Indie, uma abreviação para independent, é um termo que se refere a tendências em musicas, filmes, comércio e sub-culturas originadas no fim do século XX.

(traduzido daqui)

- Oi, vamos brincar de Pega-pega indie? Você é o mainstream.

Ou seja: Não falem mal de mim se eu vier falar de filmes iranianos, bandas desconhecidas, roupas old-school e essas coisas todas. Não que eu venha falar de tudo isso em um post, na verdade eu nem gosto de tudo isso. Afinal de contas, estar inserido (ou pelo menos acreditar que está) em uma “cultura” não significa seguir cegamente a algum manual. Talvez seja por isso que o brasileiro tem sido tão chato com esses agrupamentos sociais novos que estão nascendo.

De fato, não se pode ser um indie hoje sem uma certa indiegnação, espero que o senhor ouça as minhas preces e mude a cabeça de alguns iludidos que acham legal coisas como: “sou blasé e você me dá sono”, ou, “não sou indie porque indies não existem”, ou, “começei a ouvir Sonic Youth, sou mais indie que você.”.

Sei lá, essas generalizações dentro do próprio estilo são irritantes. Tudo bem que Sonic Youth é muito bom, mas ainda sim não deixa de ser irritante a pessoa mudar o comportamento. Isso é o único problema dessas coisas: Os emos que choram, os metaleiros que batem (kinko) nos outros, os góticos que… vão para o cemitério dormir e os indies que são blasés.

Oi, eu sou indie, né? Q Q 6 ächão/ Nem sei rir.

Mas é isso. Fora essa tendência comportamental seguir grupos é uma coisa legal e normal. Até aqueles que não seguem grupo nenhum são de um grupo: o grupo dos “eu tenho muita personalidade pra seguir algum grupo”. Contanto que você ache que está aprendendo com algo, sempre é válido, não é? Pelo menos foi o que Paulo Coelho me disse.

Ou seja: Eu não vou parar de rir pra ser mais blasé, ok? HAHGSJASHGJSHGAD.
Aliás, é melhor parar sim. *Leva um cascudo*. Ah! Sei lá o que falar de indie. :s

Vão pra casa dormir.

The Killers - Sam’s Town

Sunday, October 8th, 2006


É uma mania nova do brasileiro pseudo-alternativo criticar qualquer coisa. Até mesmo o alternativo. The Killers é uma banda legal, ao contrário do que pensam alguns uber indies sedentos por algo que jamais caia no mainstream.

Ele abre com uma música animadinha, meio circence, que deixa um ar engraçadinho no CD. Aí, saindo do picadeiro, vem uma transição ridícula que me fez ter vontade de rir. Sinceramente, nem teve graça, os Killers nunca deviam ter pensado em fazer uma música sem sintetizadores.

Ok, saindo da Enterlude, entramos no single legal When You Where Young, passamos pela música ao estilo “você está entrando numa área mística ohh ohh (barulhos de orgasmo)” chamada Bling (Confessions of a King), etc etc. Tudo usando e abusando de sintetizadores, como sempre, e deixando algumas coisas interessantes no caminho.

A Read My Mind é um exemplo de como o abuso dos sintetizadores podem dar um ar glorioso nas composições e tal. Mas bah, cadê a vontade de dançar ao estilo Hot Fuss? Nada… eles perderam um tanto dessa agitação de rock dançante. Uncle Jonny é o atestado de chatisse do CD, uma coisa paradona que você não vai querer ouvir até o final. Mas até que é uma boa, porque dá um contraste imenso antes da, finalmente aeaea, dançante Bones.

Depois disso, o que não era dançante, mas legal começa a cair no chato. Why Do I Keep Counting é a única da segunda parte que quase chega naquilo que realmente deveria ser. O Exitlude tenta compensar o Enterlude (e formar uma idéia de álbum conceitual) mas já nem tem mais graça adicionar sintetizadores numa faixa que ficou boba antes. E o CD acaba Where The White Boys Dance, mas ninguém dança coisa nenhuma.

Dando um pequeno desconto porque a primeira parte é legal, o disco dos Killers está razoável, algo como seis e meio, sete... Não, melhor: sete ponto cinco. Se for dado algum valor além disso já é jabá. Esperemos o terceiro, afinal de contas, o segundo é amaldiçoado. Pelo menos é o que dizem.

[UPDATE]
Só pra constar: For Reasons Unknown é uma música que faz a mamãe ter orgasmos.

Silversun Pickups

Friday, September 29th, 2006


Eu estava navegando normalmente por essa grande rede de computadores, e, de repente, aparece nada mais e nada menos que um site de gravadora -talvez eu tenha clicado num daqueles banners do last.fm sem querer- que acabou me chamando atenção. Dentre as várias bandas do site, decidi clicar em uma, tipo alguém que, estando na chuva, quer se molhar (clichezão, né?).

E não é que veio a segunda surpresa?

O Banner escolhido aleatoriamente foi o da banda Silversun Pickups. Entrei no site, esperei carregar, cliquei na sessão “mídia” e me deparei com um clipe muito legal. Well Thought Out Twinkles. A música com riffs pesadinhos e diversos efeitos me atraiu a essa banda que eu mal conhecia, então fui procurar mais coisas deles:

Silversun Pickups é uma banda de indie-rock de Los Angeles, Califórnia, promovida pela Dangerbird, e liderada por Brian Aubert. Eles lançaram o debut Pikul (EP) em Júlho de 2005, e o álbum Carnavas em 26 de Julho, 2006.

A formação atual da banda consiste em Brian Aubert (guitarra/vocal), Nikki Monninger (baixo), Christopher Guanlao (bateria), e Joe Lester (teclado). Iniciaram nos clubes mais importantes de Los Angeles e começaram a chamar atenção através do EP Pikul.

Fonte: Wikipédia

Depois de muito trabalho, veio o CD. E aí eu descobri que a banda não era tão legal quanto o clipe da Well Thought Out Twinkles mostrava. Na verdade, a banda é bem melhor. O vocalista, com o timbre meio andrógino (que até parece meio eletrônico), combina muito mais com as músicas repletas de sintetizadores e camadas de distorção. Um jeito meio shoegaze de ser.

A banda, na verdade, é pop. Mas as tendências estão no shoegaze, na música eletrônica (vai um pouco de trip-hop aí?) e até do estilo mais escancarado do powerpop (talvez seja por causa dos diversos efeitos e camadas).

Agora, já concientizando vocês de que essa música não é nada, quando comparada a Melatonin, Lazy Eye ou Common Reactor, fiquem com o clipe da Well Thought Out Twinkles. E com o download do CD “Carnavas“, logo abaixo.

Download do Carnavas Nota: 8,5