Archive for the ‘Música’ Category

Lições que ando aprendendo ao (tentar) fazer música eletrônica

Wednesday, February 13th, 2008

Parece fácil mas não é.

Madrugada

Monday, January 21st, 2008

Não gosto de festas que varam a madrugada porque ela, a madrugada, não é uma hora para ouvir coisas escolhidas arbitrariamente e muito menos coisas escolhidas arbitrariamente por um DJ estúpido qualquer.

Deve-se ter um pouco de classe para atravessar as madrugadas de maneira digna - digo, musicalmente digna. É uma hora de sublimação espiritual, de gozar de todos os prazeres da vida, ou fingir que os goza. Fingir, por exemplo que o refrigerante Dolly é vinho e as bolachas de chocolate são escargot. Tá bom, requer uma certa ginástica mental, principalmente quando nunca se experimentou vinho, ou escargot, mas há certos elementos que ajudam. E é aí que entra a música.

Beethoven, Mozart, bom, música clássica em geral. Jazz, pós rock, música ambiente. Sei lá, são tantas opções climatolologicamente testadas para transformar o pão com manteiga no último foie grass do universo, que é difícil imaginar por que uma droga de contato do meu msn está ouvindo My Humps como se não houvesse amanhã. Filisteus de merda, estragando nossas (minhas) madrugadas.

Minha nova companheira

Thursday, December 20th, 2007

De madrugada, três horas da manhã para ser exato, encontrei-a por becos escuros, sendo atropelada pela louca e pulsante e obscura música do Interpol. É a MTV Hits, pôxa.

Quando se liga a tevê em canais gringos de clipes, percebe-se que os americanos estão realmente dominados por três fatias de música estúpida e acéfala: os emocores e pseudo-emocores babaquinhas, que, eu diria, ocupam uns 20% da programação; os pops manjadões que sempre estiveram em alta e possuem seus 40% e, claro, os ripe-rópes de negros babões e ostentadores que dividem a mesma classificação estatística dos pops devassos, bundudos e peitudos.

Euzinho aqui já havia desistido destes canais (ou melhor, deste canal: a MTV Hits. As coisas vão muito bem na VH1, obrigado) quando, pôxa, leia o começo do post.

Na madrugada de quarta-feira, o “Playlistism” da MTV Hits passou clipes do Interpol, The Shins, Silversun Pickups e esse clipe completamente fodástico de uma banda chamada Minus the Bear.

Cool.

Caramba

Friday, November 16th, 2007

Uau! Isso aqui é tocante. Uma performance ao vivo perfeita - e peculiar - de uma música maravilhosa.

Nunca se sabe

Wednesday, October 17th, 2007

inrainbows

“Se eu compraria o In Rainbows caso achasse a um preço bom? Nunca se sabe.”

A despeito de tudo o que todos do universo estão falando, o preguiçoso aqui só baixou o álbum novo do Radiohead, In Rainbows, ontem. A impressão, depois de horas e mais horas ouvindo, foi positiva. Não vou falar demais sobre o álbum em si já que qualquer mortal tem acesso ao mesmo e pode tirar suas próprias conclusões, mas minhas faixas favoritas são 15 Step (eletrônicazinha, lembra o Kid A), House of Cards (popzinha, lembra o The Bends, só que um pouco mais otimista) e Faust Arp (depressivazinha mas estranhamente familiar).

Outra consideração - ops, quase esqueci - é que o Yorke às vezes emprega uma técnica de canto revolucionária chamada “voz de bebum”, que me forçou a ler a letra de House of Cards para entender algumas partes.

* *

Mas, então, suponho que todos já saibam que o álbum pode ser baixado pelo preço que o downloader escolher. Na verdade eu queria era levantar dois pontos sobre o disco que não têm muito a ver com a música, mas com essa, hm, érr… inovação.

Primeiro, a burocracia. Ah, a burocracia… Demora um tempinho para encontrar o link de download, mas eu falo isso mais como um baixador do que como alguém que deseja aconselhar a banda de algum modo. As informações colhidas no cadastro são certamente oportunas pro grupo. Imagine só, quão vantajoso será saber os lugares onde estão as maiores concentrações de fãs por metro quadrado. Uau. Já pensou se for em Epitaciolândia, no Acre? Nunca se sabe.

Segundo, a questão da gratuidade escolha do preço. Caso as vendas não fiquem comprometidas pela distribuição via internet, vai ser provado que o compartilhamento de arquivos não afeta o mercado - talvez, pelo contrário, ajude. Aqui no Brasil a gente tem uma experiência quase-não-oficial dessas que está se saindo bem - Tropa de Elite. Se as coisas se repetirem com In Rainbows, será que essas iniciativas vão a se tornar mais frequentes? Nunca se sabe.

* *

Vale a pena dar uma lida neste artigo da Reason, escrito em 97(!!), que prevê esse tipo de rumo na maneira das bandas independentes oferecerem seus álbuns. O artigo é grandinho e em inglês, mas vale a pena. Será que você vai conseguir terminar de lê-lo? Nunca se sabe..

Agora eu vou me explicar, criançada

Tuesday, September 4th, 2007

 

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Só agora dei uma olhada nos comentários e dei de cara com um que ficou meio duplo-sentido - ou sei lá, talvez seja só impressão minha. Mas vou explicar por qual motivo não gostei de Postal Blue mesmo assim, já que quando a gente deixa lá as impressões sem explicar o porquê fica meio arrogante mesmo.

As melodias são legais, as letras não são ruins mas o EP… (eu baixei o Road to Happiness) vai pra lixeira porque eu não suporto ouvir bandas com vocal nadavê. Silversun Pickups, por exemplo, a banda é bem legal, mas eu não aguentei mais ouvir aquela voz de criança gripada que o vocalista usava e que simplesmente não procedia na maior parte das músicas. Não consigo, é meu ponto fraco.

No caso de Postal Blue, o vocal lembra o de Arnaldo Baptista na época dos Mutantes, meio forçadinho e tal, mas o problema é que é muito agudo pro estilo, muito inseguro e o cara canta de uma forma indescritivelmente pavorosa, aí eu não consigo mesmo. Nada pessoal, mas tchau.

Falta de inspiração

Monday, August 20th, 2007

Quando fiz meu último - e único, até agora - texto pro (Per)versão achei que seria difícil cavar mais baixo que as bandinhas de hoje para achar músicas brasileiras com letras horríveis. Pura preguiça! Hoje bastou uma navegadinha no Vagal-lume e, puft, eu encontro uma ¿mina de ouro?. Abaixo dois lados completamente opostos de uma moeda chamada falta de inspiração:

Blitz (em Você Não Soube Me Amar): “Ai blá blá blá blá blá blá blá blá blá/ Ti ti ti ti ti ti ti ti ti/ Você diz pra ela/ Tá tudo muito bom (bom)/ Tá tudo muito bem (bem)/ Mas realmente (2x)/Eu preferia que você estivesse/ Nuuuuua.”

Cazuza (em Burguesia) : “Vamos acabar com a burguesia/ Vamos dinamitar a burguesia/ Vamos pôr a burguesia na cadeia/ Numa fazenda de trabalhos forçados/ Eu sou burguês, mas eu sou artista/ Estou do lado do povo, do povo.”

Agora difícil é escolher o pior.

Breves considerações sensoriais

Sunday, August 19th, 2007

Tirei o atraso musical hoje, baixando uns cinco albuns de bandas obscuras, blasés e elitistas. Das cinco uma cedo ou tarde deve ir pra lixeira, a Postal Blue. Eu tenho tentado encontrar boas bandas brasileiras de rock, mas o máximo que alguma banda daqui se aproxima de legal e rock é o Takara, que é mais voltado pro lado eletrônico. O resto todo enjoa muito rápido ou é medíocre, se alimenta dos restos dos finados Hermanos.

Só para adiantar um projeto de post: O melhor álbum é de uma banda chamada Inch-time, sobre a qual provavelmente falarei mais tarde, depois de passar o álbum pro meu palm e ouvir incessantemente.

Pondo a conversa em dia (2)

Thursday, August 2nd, 2007

Música.

Álbuns novos e meus devidos comentários estúpidos porém desprovidos da influência do jabá.

In Your Bedroom After the War (Stars): Tudo bem, não é tão bom quanto o Set Yourself on Fire e eu tenho certeza absoluta de que nenhum álbum futuro do Stars se comparará com o penúltimo lançamento - antepenúltimo se contar com o remix Do Your Trust Your Friends. Mas, deixando de lado os meus subjetivismos, In Your Bedroom After the War é ótimo. Pop na medida certa, romântico sem soar piegas ou besta (como o Nightsongs ameaçava às vezes) e, apesar de à primeira vista não parecer, mais Stars do que nunca. Window Bird é pra ouvir no repeat.

Our Love to Admire (Interpol): Poxa, o Interpol não muda? Do primeiro álbum até agora a banda continua quase a mesma coisa. Os caras disseram que tem mais textura nesse, tudo bem, ok, eu concordo, mas ainda é muito fácil confundir o terceiro com o primeiro, o Antics com o Turn on the Bright Lights ou, érr, qual é o primeiro mesmo? No I in Threesome não escapa do hype brasileiro que é fã de uma sacanagenzinha.

Pondo a conversa em dia: (1) (3)

Superstar

Monday, July 23rd, 2007

O melhor cover de todos os tempos.