Archive for the ‘Livros’ Category

Lista de livros para esse ano

Thursday, January 11th, 2007

Se você é algum conhecido/amigo/parente meu e chegou a esse link através de minha lista de presentes do orkut, ou através de alguma adulação minha pelo MSN, ou através de algum email meu, favor sente-se confortavelmente e leia essa postagem com bastante atenção.

Se você é só um leitor assíduo desse blog (o que é pouco provável, mas tudo bem), fica aí, cara. Vai ter bolo.

Eu estava no meio de uma leitura agradável, quando pensei que a última coisa que eu me lembrava de 2006 foi das minhas leituras. Quer dizer, eu tenho um Last.fm, automaticamente eu me lembro de todas as minhas músicas do ano passado (mesmo que sejam em uma memória virtual, é memória). E recentemente eu tenho me divertido com o tal do Flixster, que serve para organizar filmes. Então minha memória cinematográfica fica preservada lá.

Qual é a vantagem disso? “Qual é o nome daquele diretor daquele filme mesmo?”, “Perdi algum CD que eu ouvia às vezes, qual era o nome?”, “Quais foram as minhas bandas favoritas na primeira quinzena de Outubro, do ano passado?”. Parece inútil, pessoal, mas isso é memória. Qualquer um que quer fazer alguma coisa da vida precisa de memória, e se não tiver ela, precisa arrumar um jeito para ter.

Aí eu resolvi arrumar minhas leituras. Se meus planos funcionarem, vou ultrapassar, no mínimo, muitas vezes a média de leitura anual de um brasileiro. Que é de… um livro.

Aqui estão alguns títulos que compõem minha lista para esse ano:

  • 1984 – George Orwell
  • O Castelo – Kafka
  • Fausto – Goethe
  • Crime e Castigo – F. Dostoiévski (adiei a leitura)
  • O Retrato de Dorian Gray – Oscar Wilde
  • O Médico e o Monstro - Robert Louis Stevenson
  • Misto Quente – Charles Bukowski
  • Vinte Mil Léguas Submarinas - Júlio Verne
  • Regresso ao Admirável Mundo Novo - Aldous Huxley
  • Esboço da Psicanálise – Sigmund Freud
  • Macbeth - Shakespeare
  • Pergunte ao pó – John Fante
  • Crítica da Razão Prática – Kant
  • Genealogia da Moral – Nietzsche
  • Vagabundos Iluminados – Jack Kerouac

No mais, vocês, pretensos presenteadores, já sabem: NADA DE ROUPAS, NADA DE CD DO GRUPO MOLEJO, NADA DE DVD DE VELOZES E FURIOSOS EM TÓQUIO OU SEI LÁ AONDE OS CARROS SUPER EQUIPADOS POSSAM ESTAR: Quero livros esse ano, só livros. *baba*

Update: Comprei um Palm TX e nem preciso mais de (muitos) livros reais. Malz aew.

Filmes, muitos filmes

Wednesday, December 6th, 2006

Eu não posso morrer agora porque ainda tenho (pouco menos de) trezentos filmes para ver.

Cheguei a essa conclusão quando comprei o exemplar de 300 filmes para ver antes de morrer. Filmes legais, muitas informações, alguma super-popice (que, de certa forma, é necessária) e um cheirin de revista nova… Ah, o cinema…

Acabe de ver os filmes e MORRA.
Em paz, claro.

Agora vou parecer um bestão quando for alugar filmes.

- Bem, - abre o livro em qualquer página- vocês têm o filme A Noite?
- Temos. Gostaria de alugar?
- Hmm… Eu acho que sim, ahm, hum… deix’o ver qual é a sinopse dele…

MALDIÇÃO!

Friday, December 1st, 2006

O meu plano pras férias seria algo rápido, algo conciso, algo que iria beneficiar a população carente iria me tornar uma pessoa mais útil pro mundo e tal.

Aí meu pai compra o maldito Código Da Vinci.

Orra, eu queria ler mais quatro livros por mês, mas O velho e o mar (Hemingway) que eu tô lendo agora é no computador.

Livro + Computador = Trava literária.

E aí vem a maldição do Código, aquela capa vermelha, aqueles olhos enormes me dizendo VEM, TÔ TE ESPERANDO e a minha imensa inclinação pra livrinhos inúteis (que é comum a todos os seres que já passaram nesse mundo. Vai dizer que você nunca quis ler Harry Porta…).

Não me chamem de vendido, minha mão que me obrigará a ler aquilo. Espero que a leitura, apesar de inútil, ao menos seja… agradável. ¬¬

Que merda, tomara que eu mude de idéia pra poder riscar esse post todo depois.

Ironia!

Monday, October 2nd, 2006

Acabei de assistir, dessa vez na íntegra e analiticamente, Laranja Mecânica. E agora penso sobre a ironia.

Ninguém pode tirar o mérito de Stanley Kubrick, e muito menos a liberdade de um diretor sobre o roteiro que ele possui. Mas a brincadeirinha de cortar o final original da obra não começou com o filme - e, como eu disse, mesmo que tivesse começado por lá, é direito do diretor.

“Ah não, Titanic NÃO!!”

O problema é que a edição americana de Laranja Mecânica (provavelmente a versão que Stanley usou) cortou o último capítulo pra “manter a coerência”. Batendo prolixamente na mesma tecla: filme é do diretor, F-I-L-M-E. Mas o LIVRO não. No final das contas, uma obra que fala, entre várias coisas, de liberdade de escolha é podada. Ou seja, o leitor não tem direito de escolher o melhor final. Que ironia, não? Antony Burgess deve estar se revirando no túmulo.