Balanço dos Livros
Wednesday, December 26th, 2007Agora, que é quase como se fosse doismileoito, posto o resultado deste post, escrito em 2006, sobre as minhas prováveis leituras para 2007. Muita coisa foi deixada de lado, para falar a verdade, mas foi por um bom motivo.
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Troca-troca de Títulos
A maioria dos autores foram lidos, mas não nos títulos escolhidos. Dois achados de Freud substituiram com certa classe o Esboço da Psicanálise: O Mal-Estar da Civilização e Psicologia das Massas e Análise do Ego. Sigmund é um ótimo sociologo, e, além do mais, a psicanálise não me importa tanto no fim das contas. De Kafka, escolhi O Processo. Li dois de Fante (1933 Foi um Ano Ruim e Sonhos de Bunker Hill). E botei o pé na estrada com On The Road e Viajante Noturno de Jack Kerouac. O resto - com exceção dos riscadinhos, nem li.
Surpresas Maravilhoosas
Houve muitos e muitos “acidentes de percurso”, li livros de economia, política e dois books em inglês, coisa que eu não planejei hora alguma. Abaixo, quatro surpresas maravilhosas.
A Desobediência Civil (Henry David Thoreau)
Foi com este livro que eu me convenci de que o anarco-capitalismo é um sistema realmente humano e de que toda aquela baboseira de que o Estado é ruim, ér, tava certa. Thoreau é contra a submissão completa do homem ante ao Estado, por isso sonegava impostos para não financiar a guerra de 1846, que considerava injusta. É uma maravilhosa obra a favor do povo e da moral.
A grande maioria dos homens serve ao Estado desse modo, não como homens propriamente, mas como máquinas, com seus corpos. São o exército permanente, as milícias, os carcereiros, os policiais, os membros da força civil, etc. Na maioria dos casos não há um livre exercício seja do discernimento ou do senso moral. (…) Tais homens não merecem respeito maior que um espantalho ou um monte de lama. O valor que possuem é o mesmo dos cavalos e dos cães. No entanto, alguns deles são até considerados bons cidadãos. Outros - como a maioria dos legisladores, políticos, advogados, ministros e funcionários públicos - servem ao Estado principalmente com seu intelecto, e, como raramente fazem qualquer distinção moral, estão igualmente propensos a servir tanto ao diabo, sem intenção de fazê-lo, quanto a Deus. (…) Um homem sábio só será útil como homem e não se sujeitará ao papel de “barro” para “tapar um buraco que impeça o vento de entrar”(…)
Dom Quixote (Miguel de Cervantes)
É claro que a importância de Dom Quixote não é surpresa alguma, mas nem me ocorreu colocar o título na lista dia. Não é o melhor livro que já li, mas é de um humor extremamente refinado e blá blá blá, todo aquele papo de crítico de literatura. Hmm, não dá para falar muita coisa do personagem de Cervantes sem soar extremamente clichê.
Assassinatos na Rua Morgue e outras histórias (Edgar Allan Poe)
Edgar Allan Poe é um autor que eu sempre gostei, mesmo sem ter lido muita coisa dele. Nos contos deste livro, deu para perceber a característica principal do autor: ele mexe com o extraordinário dentro de situações *reais*. Sabe aquela coisa de “tá tudo dentro da sua cabeça, fio”? Pois é, deve ter saído de um conto de Poe.
2001: Uma Odisséia no espaço (Arthur C. Clarke)
É como ler o filme de Kubrick ou assistir ao livro de Clarke. 2001, o livro, é mais repleto de detalhes e de nuances que ficam de fora do filme, apesar de que, a essência é a mesma, então não vou falar demais senão vocês terão que dar cascudos em minha cabeça para que eu e minha amiga - EMPOLGAÇÃO - não completemos o spoiler.
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Poisé, se meu cérebro não estivesse dolorido, eu falaria sobre O Estrangeiro (Camus) e os livros de Mises e Ayn Rand e Friedman que me tornaram um neoliberal burguês maldito, mas outros posts virão.









porque entrar em Holywood é, até hoje, uma coisa que não exige esforço. Mas ele sempre acha um jeito de arruinar as coisas, coisa que o faz parecer mais louco que todos os excêntricos que cercam ele em suas aventuras. O pior é que durante toda a sua “carreira” de roteirista, Bandinni só conseguiu escrever um roteiro (o qual ele, aliás, decidiu retirar o próprio nome, graças às “pequenas alterações” feitas pela parceira de trabalho Velda van der Zee, que acabaram por modificar o texto por completo).
Só pra constar, essa frase da raposa, em inglês, utiliza todas as letras do alfabeto. Ela é mais antiga que o próprio Kubrick, e era usada por tipógrafos para testar as máquinas que “imprimiam” periódicos.
E 2001 é foda mesmo. Grande filme.
[]’s!