Archive for the ‘Filmes’ Category

Clichês

Saturday, October 13th, 2007

Enquanto essa propaganda do filme de Jerry Seinfeld desmascara os clichês de trailers, este blog cá tenta encontrar a essência clicherística dos artigos sobre o filme Tropa de Elite:

  • “Um tapa na cara do povo brasileiro.”
  • “Mostra os ladrões de uma forma maniqueísta.”
  • “Fascista.” (palavra geralmente acompanhada de uma crítica às pessoas que a usaram para rotular o filme)
  • “O filme mais polêmico da história do Brasil.”
  • “Como a elite financia o tráfico.”
  • “Sucesso antes mesmo de ser lançado.”

Sugestões são bem-vindas.

Boo!

Friday, October 12th, 2007

nosferatuherzog.JPG

Eu estava enganado, filmes de terror têm propósito sim. Assim como os dramas ensinam “putz, mas a vida tem dessas, né?”, os filmes de terror ensinam que não importa o quanto você seja bonzinho/sexualmente reprimido/inocente, ou quantas vezes te avisaram - se te avisaram - que existe um vampiro maldito aonde você está indo. Pouco importa, caso você faça alguma burrada vai se ferrar bonito mesmo. Ah, se vai…

Recordar é viver

Monday, September 24th, 2007

Momento nostalgia.

Uma das cenas que eu mais me marcaram a infância certamente foi aquela de Beetlejuice na qual os personagens, que estão sentados à mesa, jantando, são possuídos por espíritos que os fazem começar uma coreografia maluca. O mais genial desse trecho é que estão lá elementos que deixariam qualquer criança com medo (fantasmas, mãos saindo de pratos), mas o humor supera o terror e torna o arranjo completamente original.

Pra quem quiser ver, a cena táqui.

Chega pra lá, Hitchcock!

Friday, September 21st, 2007

Filmes de terror são uma sacanagenzinha com os seres humanos. Numa observação pouco aprofundada se percebe que eles não têm a pretensão de mostrar ao homem algo relacionado à moralidade ou ao belo, não ensinam nada sobre história e estão muito longe de estabelecer laços entre os seus personagens e os espectadores. Sacanagem! Chegam a ser mais sacanas que - como pode? - os filmes pornôs, vez que esses ainda têm lá algum valor pragmático (epa!). Terror só serve para dar friozinho na barriga ou para rir da desgraça dos outros, uma maravilha!

*** entrevista_com_o_vampiro.jpg

O filme de terror que mais marcou minha vida foi Entrevista com o Vampiro. Não foi o melhor, mas, poxa, eu o vi com uns cinco anos sem a permissão de meus pais - já que aquele tipo de filme ainda não era coisa para criança naquela época. Acontece que depois que eu vi o filme, não consegui dormir direito com medo dos vampiros. A solução foi me convencer que os dentudos não seriam tentados a sugar meu sangue à noite se não vissem meu pescoço à mostra. Até hoje, chova ou faça Sol, tenho a mania de dormir com o cobertor até o queixo.

rosemarys-baby.jpgO melhor, agora sem flashbacks chatos, terror que eu já vi foi O Bebê de Rosemary, de Polanski. A graça do filme está no fato de que ele não reduz tudo só ao chatão Bem versus Mal, mas mostra o mal sedutor, o mal até mesmo, vá lá, “humano”. Além do mais a história realmente dá um medinho mesmo sem apelar pra imagens demoníacas, pros sustos ou outros clichês do gênero.

***

E complementando: O Iluminado é foda, mas não é o melhor filme de terror que eu já vi em minha vida.

Pondo a conversa em dia (1)

Thursday, August 2nd, 2007

Cinema.

Estive ausente por vários motivos obscuros que prefiro manter obscuros para pousar de intelectual, tipo Godard, saca? Só para vocês ficarem na escuridão completa: pode ter sido por causa da morte de um dos maiores diretores que o cinema já viu - ou não, uma vez que os grandes diretores geralmente são completamente desconhecidos para as massas.

- Ingmar Bergman morreu…

- Quem? Inmár Bériman*? É de comer?

- Não, esse é o Almodóvar, que ama colocar uma comidinha** em seus filmes.

- Hã?

E Antonioni? Pô, morreu em boa hora. Se não tivesse morrido agora eu não saberia nem o nome do último meliante que ainda fazia cinema (Woody Allen tá em uma fase café-com-leite, caso alguém resolva perguntar).

*Pronuncia assim, ô animal. Eu vi no Guia Prático de Pronúncias que Farão Você Parecer Culto (GPPFVPC).

**Substantivação do verbo comer: “eu dou uma comidinha”, “tu dás uma comidinha”, “vós dais uma comidinha” etc.

Pondo a conversa em dia: (2) (3)

Simpsons The Movie

Thursday, July 26th, 2007

Amanhã é a estreia do filme dos Simpsons (ai-meu-deos!) e, bom, eu não vou ver. Talvez eu esteja entrando em uma depressão por isso. A única coisa que me consola é me divertir no site promocional. Nada de posts longos, tou no fundo do poço, lembram?

2001: Medo (correção)

Saturday, June 16th, 2007

O grande geek Rodrigo Ghedin corrigiu uma colocação feita em meu último post, o “2001: Medo“:

Rodrigo P. Ghedin disse…

Só pra constar, essa frase da raposa, em inglês, utiliza todas as letras do alfabeto. Ela é mais antiga que o próprio Kubrick, e era usada por tipógrafos para testar as máquinas que “imprimiam” periódicos.

E 2001 é foda mesmo. Grande filme.

[]’s!

Resolvi postar o comentário porque a informação é muito interessante para ser apagada. Enfim, mesmo assim continuo com medo do bug, ou sei lá o quê, do Word porque ele simplesmente não tem motivo para existir.

Já que o assunto persiste, se alguém parar para ver os códigos na folha de estilos do layout “Kubrick” do Wordpress também vai ter uma agradável surpresa.

No mais, só resta agradecer pela correção!

2001: Medo

Monday, June 11th, 2007

Eu tenho medo, muito medo, de 2001: Uma Odisséia no Espaço. (Os que já viram o filme já sabem mais ou menos como é a sensação.) Além do desfecho alucinante da obra, que dá uma sensação de vazio existencial até no maior religioso do universo (just kidding…), parece que o Arthur C. Clarke deu umas consultadas em alguma bola de cristal…

Algumas das curiosidades que me assombraram, em maior ou menor grau, quando eu acabei de ler 2001:

Stanley Kubrick fez o filme enquanto o Arthur Clarke escrevia. Na verdade, o diretor foi o co-escritor, só que ele não aceitou que seu nome saísse no livro porque ele era egocêntrico e sabia que o filme iria ser tão bom ou melhor que o livrinho.

***

O livro foi publicado em 1968, praticamente junto com o lançamento do filme. O homem foi para a lua em 69, um ano depois do lançamento da obra e cinco anos depois do início da mesma. Ou seja, na realidade, ao que parece, foi a vida que imitou a ficção e não o contrário.

Onze anos depois, a mesma manobra feita pela nave Discovery (a nave que viaja até Japetus, no livro), foi realizada pela Voyager. De verdade.

O pessoal a bordo da Apollo 13 (lançada em 1970), colocou nada mais que a música mais marcante do filme, Assim Falou Zaratustra, do Richard Strauss.

Além dessas coisas, o próprio Arthur aborda estas coincidências num epílogo arrepiante.

***

Um trecho do livro parece ter influenciado o Bill Gates. (correção)

Quando o Robô HAL 9000 é desligado, ele começa a “regredir” e falar as coisas que ele aprendeu durante sua “infância robótica (sic)”:

-Eu sou um computador HAL Nove Mil Número de Produção. Tornei-me operacional na Fábrica Hal, em Urbana, Illinois, em 12 de Janeiro de 1997. A veloz raposa castanha ataca o cão preguiçoso. A chuva na Espanha é sobretudo na planície, Dave… ainda estás aí?

Uma dica: Abram o Word, digitem “=rand(1,3)” e apertem enter.

TENHAM MEDO. TENHAM MUITO MEDO.

Filmes, muitos filmes

Wednesday, December 6th, 2006

Eu não posso morrer agora porque ainda tenho (pouco menos de) trezentos filmes para ver.

Cheguei a essa conclusão quando comprei o exemplar de 300 filmes para ver antes de morrer. Filmes legais, muitas informações, alguma super-popice (que, de certa forma, é necessária) e um cheirin de revista nova… Ah, o cinema…

Acabe de ver os filmes e MORRA.
Em paz, claro.

Agora vou parecer um bestão quando for alugar filmes.

- Bem, - abre o livro em qualquer página- vocês têm o filme A Noite?
- Temos. Gostaria de alugar?
- Hmm… Eu acho que sim, ahm, hum… deix’o ver qual é a sinopse dele…

Eles cantavam, eles atuavam, eles eram… desenhos?

Sunday, November 26th, 2006
Finalmente eu entendo essa capa, mwahahaha

Não precisa de muito trabalho pra ver que Yellow Submarine merece o título de marco da animação. É uma espécie de Alice no País das Maravilhas elaborado da maneira que a versão da Disney deveria ter feito: sem pé, nem cabeça. Ou até melhor, com o pé no lugar da cabeça.

A história é a mais simples possível, uma guerra entre mal e bem: os azuis malvados (blue meanies), que não gostam de música, cores e alegria, iniciam uma guerra contra Pepperland, uma cidade feliz e cheia de tudo que os azulões não gostam. O resto é só alegria definido pelo Jovem Fred, o único sobrevivente da “guerra”. Ele sai por aí no velho Submarino Amarelo a procura de ajuda, e volta com a melhor banda de rock de todos os tempos. Os Beatles, pô.

No caminho de volta os tripulantes encontram vários desafios, passam pelo nada, pelos mares de buracos, os mares de monstros, os mares do tempo e tudo isso sem se esquecer das músicas ultra-legais, e da psicodelia, e do Lucy in the Sky, e do super-culto Nowhere Man, e de um trilhão de cores e referências que tornam uma animação de história simples num clássico.

Dica: Não dá pra entender tudo que tem no filme, mas dá pra catar várias referências. Algumas: Shakespeare, King Kong, Frankestein, Mickey (na cabeça do malvadão azul, que aliás, é muito engraçado) etc.E no final eles ainda cantam… Mas o que eu falei já é demais.