O que não me apetece na internets

Facto: A internet potencializou as possibilidades de se perder o respeito por uma pessoa.

Antes você conhecia alguém e achava o recém-conhecido razoavelmente legal até que ele manifestasse alguma simpatia, sei lá, por Jota Quest ou, na pior das hipóteses, por alguma banda punk brasileira com as palavras “morto”, “podre” ou “vômito” no nome. Você dava um sorriso, dizia que precisava ir ao banheiro e escapava pela porta dos fundos, limpando a camisa com as mãos e fazendo uma cara de nojo bem discreta.

Hoje basta acessar o Orkut ou ver, atenciosamente, as músicas que seus conhecidos ouvem pelo msn. Mas aviso: faça isso com uma flanela levemente umedecida de álcool para garantir que o monitor não vai ficar sujo pela eternidade.

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Outra coisa que não me apetece aqui é a falta de tietes comentando no post abaixo, dizendo como sentem falta de minha voz e de meu humilde (mas, de algum modo, altivo) estilo. Mas fique à vontade para fazê-lo enquanto ainda não voltei à casa - este post é um bilhete que esqueci em cima da mesa.

Boa-noite-e-boa-sorte.

2 Responses to “O que não me apetece na internets”

  1. Kaio Says:

    Pois é, o orkut e o MSN tornaram muito mais fácil (e menos emocionante) descobrir os podres do gosto musical das pessoas.
    Chega a ser frustrante mal conhecer a pessoa, ter uma boa 1ª impressão pela conversa (seja ela virtual ou na ‘vida real’) e, de repente, descobrir que ela gosta do que há de mais óbvio e tosco em matéria de pop, rock ou eletrônica - isso quando não é funk, brega, sertanejo etc.
    Pode ser arrogância musical da minha parte ao querer que as pessoas gostem de bandas decentes, de qualidade, mas não dá para tolerar certas porcarias. =D

  2. Eduard Says:

    Não adianta simplesmente ficar escolhendo os amigos pelo gosto musical. Sempre vai existir alguém que goste de músicas que você não gosta e que não goste das que você gosta.

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