A qualquer momento vou postar o vídeoclipe que fiz para um trabalho de escola. Ficou engraçadinho. Diria até genial se não tivesse sido feito por mim mesmo (porque é feio dizer que coisas que você fez são geniais). Mas, mas só ficou bom porque fui eu que fiz mesmo. Eu, um exemplo de superação e tal.
E à medida que fui fazendo aquilo, fui pensando em quão ridícula poderia ser a proposta de um trabalho. Sério, você não vai querer ler a proposta do trabalho aqui. Basta registrar que fui forçado a usar uma música de Caetano Veloso como a opção menos pior, e, hm, você sabe que não foi muito legal.
Amo a democracia, acho ok que pessoas gastem seus tempos ouvindo axé ou pagode ou brega ou mpb, mas, por favor, mantenham isso longe das escolas.
Digo: não devo saber /das coisas/ tanto quanto um professor, mas sei do que professores precisam. Eles precisam urgentemente de estilo (e se isso quer dizer salários maiores para eles, que seja. Precisam de estilo).
Toda vez que aparece um professor que parece possuir estilo e malemolência suficientes para o cargo, acabam decepcionando em algum momento de suas trajetórias. Seja citando Gal Costa apud Carlinhos Brown, seja fazendo “aspas” com os “dedos”, seja colocando uma música de Britney Spears para tocar. Tudo, tudo, caminhando para a total vulgarização da arte do ensino - para o caminho chatão no qual o máximo de cultura requerida a um educador é a leitura dos encartes dos discos de Chico Buarque.
Tudo isso é uma tristeza pois - ér, bem - há artistas que não deviam entrar na escola. E há professores que idem, e filmes e clipes e propostas de trabalho que idem, idem, idem. E saudoso Bruno Tolentino (esse entra) devia, para cumprir sua missão na terra, descer e assombrar todos os professores sem estilo desse Brasil.